Você sabia: Curiosidade sobre a Formiga Tanajura

CONHEÇA COMO É FORMADO O CICLO DE VIDA DAS TANAJURAS  E SAIBA COMO PREPARAR PRATOS DELICIOSOS COM ELAS.



Saúva:
É a  designação comum às formigas, especialmente as do gênero Atta, da família dos formicídeos. Conta com cerca de duzentas espécies, nativas do Novo Mundo e abundantes na região neotropical. Elas cortam pedaços de folhas, que carregam para os ninhos a fim de criar os fungos que constituem o seu alimento exclusivo. No Brasil, são uma das mais importantes pragas agrícolas.

Importância ecológica – Ajudam a enriquecer o solo e dar origem a florestas.

Desde o ovo até a fase adulta, a tanajura (içá) é um dos ovos mais bem cuidados do formigueiro. Três anos depois do início do formigueiro, o formigueiro começa a produzir içás que fazem o voo nupcial na primavera; depois de voar, a içá cai no chão e inicia um novo formigueiro com os ovos e o fungo que ela cultivará. Seu tempo de vida pode ser entre 20 e 30 anos.

Um dos ovos da rainha menos tratados é macho. Ele acasala e depois morre. Também é produzido depois de três anos e faz um voo nupcial na primavera.
Cortadeiras: seu trabalho é carregar as folhas para o formigueiro.
Soldados: encarregados de proteger o formigueiro dos invasores.

Limpeza da colônia, carregam o lixo para uma galeria mais funda e longe de todas para não transmitir doenças. Tipos de lixo: fungos e formigas mortas.

Cuidam dos ovos, casulos e pupas e ajudam a rainha a cuidar dos filhotes.

Os ovos bem cuidados dão origem a formigas aladas, as fêmeas (tanajuras); os ovos mal cuidados dão origem a machos (bitus). No voo nupcial, macho e fêmea acasalam. O macho (bitu) morre. A fêmea volta ao chão, arranca as asas e funda um novo formigueiro. 

Depois de uma semana, ela já produz ovos e, depois de 45 dias, os ovos chegam à idade adulta. Depois de uns anos, os ovos bem tratados viram formigas aladas que dão origens aos novos formigueiros. A fêmea guarda uma bolota de fungo que é alimento para as saúvas.

A içá ou tanajura, como é conhecida a rainha, e o bitu, vitu, cabitu, savitu, içabitu, sabitu ou escumana,[2] como é conhecido o macho, revoam em dias claros na primavera e no começo da estação chuvosa, após a rainha ser fecundada inicia novo sauveiro. Traz, no aparelho bucal, uma bolota de fungo de seu formigueiro natal e a regurgita no novo sauveiro, irrigando-a depois com sua matéria fecal.

Cerca de 99% das içás não chega a formar sauveiros maduros.

Em voo, as içás são devoradas por pardais, andorinhas, sabiás e outras aves.
No sauveiro novo, são atacadas por tatus e insetos predadores. Além do homem em diversas regiões.

Diversas espécies eram consumidas pelos índios brasileiros, fritas, em salmoura e misturadas com farofa. Essa tradição foi passada para os sertanejos e tropeiros, os quais, ainda nos dias atuais, não deixam a tradição ser exterminada.

Também no nordeste brasileiro as tanajuras fazem parte de um cardápio exótico, sendo iguaria em mercados públicos como o de São José, no Recife, Pernambuco. A captura, o modo de preparar e a degustação da Tanajura são tombados como patrimônio imaterial do povo do município de Tianguá, localizado na Cuesta da Ibiapaba no Ceará.
Em cidades do interior ou em áreas rurais, elas são servidas fritas na manteiga em bares e restaurantes populares.

Segue uma receita de farofa de tanajura:
Ingredientes:
– 2 colheres (sopa) de manteiga
– 1/2 cebola picada
– 1 dente de alho picado
– 1/2 xícara (chá) de tanajura
– 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
– sal e salsinha picada a gosto
Modo de Preparo
Numa frigideira derreta manteiga e doure cebola picada e alho picado. 
Junte tanajura e farinha de mandioca. Misture bem, acerte o sal e polvilhe salsinha picada a gosto.
Tanajura
A tanajura, além de participar da culinária brasileira, também é usada para combater os males da garganta, como faringite, amidalite. Dizem, também, ser a tanajura um prato considerado afrodisíaco, aconselhado às pessoas que sofrem de debilidade sexual. Na linguagem popular, tanajura é a mulher que tem a cintura fina e as nádegas desenvolvidas, as raimundas, os violões.
Um ótimo exemplo de tanajura humana seria a atriz Juliana Paes.
Veja abaixo uma foto dessa maravilha, com e sem photoshop!
Juliana Paes
Incrível!

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